O senador Cleitinho, eleito por Minas Gerais, disse certa vez: “Que se exploda o Estado e partido político”. Claro que essa fala é personalista, e seu objetivo é chamar atenção para si mesmo. Em outras palavras: “O negócio sou eu e o que estou dizendo. Confiem em mim, não no Estado ou no partido político”. Essa declaração reverbera o sentimento do brasileiro, que ama populistas e cultua personalismos. Mas, vindo de um senador — de quem se espera um nível mais elevado de esclarecimento —, tal afirmação desaponta.

O fato é que não existe democracia sem partidos. São eles os responsáveis pela formulação de projetos de governo, pela representação política, formação de opinião e pela conexão entre o povo e o poder — ou, pelo menos, deveriam ser. A frase de Cleitinho, que expressa muito do que o brasileiro sente, é fruto do abismo existente entre os partidos e o povo.
Hoje, os partidos não representam. Tornaram-se extremamente burocráticos, com baixa credibilidade, sendo usados apenas para manobras e acordos políticos em troca de cargos e funções no poder. Muitas vezes, não passam de siglas; são tudo, menos expressão da vontade popular.
Nesse ambiente de caos e crise, surge a necessidade de um partido que não seja fruto apenas da vontade de políticos — elitizado e fechado —, mas que brote do chão do Brasil, oriundo das massas populares, com projeto, visão e o clamor do povo.
Nesse contexto, o surgimento da Missão — partido que veio do movimento MBL — faz diferença. Não apenas por seu cunho ideológico forte e bem estruturado, mas por ter nascido das massas populares, e não da elite política brasileira. Ser um partido de massa faz toda a diferença, e seu impacto se manifesta na conexão verdadeira com seus apoiadores, por meio de uma base sólida, ampla e com capilaridade social real. Esse tipo de partido ecoa a vontade popular. Já os partidos nascidos dentro do Congresso — que não passam de pequenas agências do Estado — ecoam uma vontade política viciada e corrompida, com zero conteúdo e nenhum propósito de mudança real.

A Missão, por ser um partido de massas, amplia a democracia, promove a renovação política de baixo para cima, forma lideranças locais e combate o clientelismo. Onde grandes partidos falharam, ao se tornarem surdos e mudos diante do povo que clama, um partido como a Missão ouve, escuta e ecoa a voz de milhões de brasileiros — porque nasceu de um movimento social real, e não de acordos e conchavos. Essa é a grande diferença.
Um partido de massas exige organização, formação, mobilização e coerência — e não apenas discurso. Isso, a Missão já está herdando do MBL. Esse aspecto distingue o partido de todos os outros, como o PL, por exemplo, que tem como presidente Valdemar Costa Neto, conhecido nacionalmente por escândalos — suavizados pela imagem de Bolsonaro, que “santificou” o partido ao se filiar a ele. Mas o que é o PL sem Bolsonaro? O populismo de Bolsonaro é tão forte que o PL se tornou um partido almejado por vários “surfistas” de ondas populistas. É tão forte que o povo se esqueceu dos inúmeros escândalos e processos do partido. Afinal, Bolsonaro está no PL.
É isso que o Brasil tem: personalistas e populistas fortes — e apenas isso. Sem eles, os partidos se tornam coadjuvantes, o que não deveriam ser. Já um partido de massas, como a Missão, forma milhões de cidadãos conscientes, capazes de transformar o país — mesmo que a longo prazo — e o fará.
O Partido Missão representa hoje mais do que uma nova sigla ou um novo grupo lançando personagens. Ele representa a retomada do protagonismo do povo na política brasileira.
Muitos têm partido. Nós temos uma Missão!
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