A efusão do Carnaval em Belo Horizonte, conhecido por atrair foliões de todo o Brasil, também trouxe consigo uma sombra de desordem e vandalismo, manchando a festividade. No ano de 2023, conforme apontado pelo portal “O TEMPO”, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) estima que aproximadamente 98 ônibus foram alvo de depredação por “foliões” autodenominados vândalos.
Os danos incluíram a destruição de terminais de validadores de tarifa, 65 alçapões de teto quebrados ou arrancados, 36 vidros laterais, quatro pára-brisas, vidro traseiro, conjuntos de portas e seus dispositivos de acionamento automático, retrovisores, alavancas internas de saída de emergência, lixeiras e até mesmo as placas de identificação dos coletivos, acarretando um prejuízo estimado em R$250 mil.

Além disso, os mesmos foliões contribuíram para a sujeira nas ruas, despejando lixo e, até mesmo, urinando e defecando nas vias dos blocos, mesmo com mais de 10 mil banheiros químicos distribuídos em 99 pontos pela cidade, conforme divulgado pela Prefeitura de Belo Horizonte para o Carnaval de 2024.
Recentemente, o G1 divulgou vídeos expondo ações de vandalismo e tumulto após o término de um bloco de carnaval, onde funcionários da concessionária privada do metrô tentaram intervir, resultando em uma onda de caos, desordem e vandalismo.
Infelizmente, esse comportamento contraditório é um reflexo daqueles que, enquanto reclamam justamente da falta de assistência e ineficiência nos transportes públicos e na infraestrutura urbana, contribuem diretamente para a degradação desses serviços. É imperativo questionarmos como podemos esperar mudanças significativas em nosso país se continuarmos agindo dessa maneira, recorrendo ao conhecido “jeitinho brasileiro”. Não podemos ignorar a hipocrisia de grupos que, muitas vezes, estão entre esses “foliões” e que ora clamam por uma intervenção federal, ora são defensores fervorosos do respeito, da paz e do amor. Essa contradição ressalta a urgência de uma mudança de mentalidade e de comportamento para alcançarmos uma sociedade mais justa e coesa.
Enquanto aguardamos os balanços dos prejuízos deste ano, fica evidente a necessidade de uma reflexão profunda sobre o verdadeiro significado da celebração e como podemos preservar a festividade sem comprometer a ordem e a responsabilidade coletiva.
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