Faltando aproximadamente cinco meses para as eleições municipais, o cenário da corrida para prefeito em Belo Horizonte é, até o momento, de uma eleição diversificada, com candidatos espalhados pelo espectro político e com divisões em todos os espectros políticos.

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Lidera, segundo a pesquisa Atlas/CNN, o deputado estadual bolsonarista Bruno Engler, do PL, com aproximadamente 31% das intenções de votos. Em segundo lugar, com 16% das intenções de voto, pouco mais da metade de Engler, está o deputado federal do PT Rogério Correia. O deputado federal Duda Salabert, do PDT, desponta em terceiro, com 10% das intenções de voto.

Candidatos de centro dominam boa parte do próximo pelotão. Com 9% das intenções de voto, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), conta com 9% das intenções de voto, estando em quarto. O senador Carlos Viana, que concorreu a governador em 2022 com a bênção do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que anda criticando o antigo mandatário, tem 8% das intenções de voto e está em quinto.

O atual ocupante do cargo, Fuad Noman, do PSD, que assumiu o cargo após a renúncia de Alexandre Kalil, encontra-se num distante sexto lugar e apenas 5% do eleitorado afirma ter interesse em votar nele neste ano. Entretanto, Noman é o favorito do Presidente do Senado Rodrigo Pacheco, do mesmo partido. Seguindo praticamente empatado com o atual prefeito está o deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos), com 4,7% das intenções de voto. Considerando a margem de erro da pesquisa de três pontos percentuais, todos desse grupo se encontram em empate técnico.

A extrema-esquerda vê a sua candidata, a deputada estadual Bella Gonçalves, do PSOL, atingir 3,8% das intenções de voto, praticamente a mesma pontuação de João Leite (PSDB), que pode se candidatar pela quarta vez para o cargo e tem 3,7%. Já a candidata Luísa Barreto, do Novo, mesmo partido do governador Romeu Zema, tem apenas 1,6% das intenções de voto. Por fim, Paulo Brant, antigo vice-governador de Zema que se encontra filiado ao esquerdista PSB, tem míseros 0,2% das intenções de voto.

É possível que nos próximos meses haja um “enxugamento” do número de candidaturas, com alianças sendo construídas entre os pré-candidatos e uma série de desistências. Dados os dois postulantes que, até o momento, lideram a corrida, também não será uma surpresa se petistas e bolsonaristas mantiverem-se na frente até outubro, refletindo a polarização que o país vive entre esses dois grupos já há alguns anos.

Fonte:
https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/bruno-engler-tem-31-e-rogerio-correia-164-diz-atlas-cnn-em-bh/