Se você, assim como eu não é muito bom de ligar o nome à pessoa, permita que eu apresente o nosso protagonista. Jones Manoel é influenciador que aborda temáticas como marxismo nas suas redes sociais. Nascido em recife, autointitulado soviético, tenta convencer jovens de que a revolução no estilo Russo seria a melhor alternativa para os problemas brasileiros de gestão e desigualdade social.
Pois, recentemente o nosso amigo fez uma viagem recente para o Viatinã, onde decretou que a “extrema direita” o criticaria por desfilar em seu perfil com produtos de marcas renomadas, como a Nike. Explicando que, na verdade, se tratava de um produto “paralelo”, pois, uma vez que as marcas possuíam fábricas naquele local específico da Ásia, é fácil para elas fabricarem produtos da “mesma qualidade” a preços bem menores.
O que o Jones não percebeu fora a hipocrisia estampada na sua própria face. Única narrativa possível, pois eu, particularmente, não acredito na hipótese de ele ser ignorante quanto a temática; uma vez que é professor de história e de “introdução ao Marxismo Revolucionário”. Afinal, por qual motivo as fábricas estão instaladas em lugar tão remoto?
O motivo não poderia ser outro se não a exploração de mão-de-obra barata, com nenhum direito trabalhista básico, como a duração da jornada de trabalho. Então, para início de debate, o nosso estimado historiador revolucionário fechou os olhos para a miséria da população pelo simples e capitalista deslumbramento com marcas que são mais caras em sua terra natal. A Rússia? Óbvio que não; estamos falando do Brasil mesmo.
Perceba que não se trata de discurso de “extrema direita” como o nosso protagonista usou como subterfúgio para mentes mais débeis. É pura aplicação da lógica. Como uma pessoa que diz lutar pelos menos favorecidos consegue viajar para um local de miséria e ali se preocupar em adquirir produtos falsificados a base da exploração dessas pessoas. A classe trabalhadora que ele jura defender.
O nosso herói soviético não fora capaz de sequer resistir a um tênis ou camiseta capitalistas. Como pode ser a mente que articulará e ajudará a levantar uma revolução do proletariado? Como diria meu avô: “o peixe morre pela boca”. Neste caso morreu pelos olhos, a raiz de toda inveja; e pelo bolso, a raiz de toda a avareza. E levou consigo a revolução Marxista.
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