A geração Z, muito esculhambada por conta de suas características (que é o que diferencia uma geração da outra), não só está se mostrando superior à passada (geração Y), como também está trabalhando intensamente para mudar o destino colapsado que lhe fora reservado. No Nepal, um país do Oriente, a geração Z começou a demonstrar a que veio.

No ano de 2025, mesmo com uma crise econômica instaurada em 1990 que afetava profundamente o país, filhos de políticos mantinham uma vida de luxo divulgada nas redes sociais. Isso gerou uma revolta, levando a população a manifestar sua indignação nas plataformas digitais. Entretanto, o governo decidiu bloquear redes sociais como Instagram e Facebook, o que causou ainda mais indignação e levou a população entre 16 e 30 anos às ruas em grandes manifestações, com diversos confrontos com a polícia. Esses conflitos resultaram em 22 mortos; manifestantes atearam fogo no parlamento e na suprema corte, e até corpos de oficiais do governo foram arrastados em meio às multidões.

Uma revolução muito parecida com a Revolução Francesa. Porém, grandes revoluções causam grande instabilidade institucional, como a história já demonstrou diversas vezes. No Brasil, a revolução Z busca algo mais próximo ao modelo inglês: uma revolução por meio da política, com rupturas sistêmicas e não institucionais. Representados pelo partido Missão e liderados por Renan Santos, jovens em todo o país estão se preparando não para uma mera eleição, mas para um “plebiscito” no qual o país decidirá se manterá os mesmos vícios ou se romperá de vez com um sistema que cobra muito, entrega pouco e exige demais dos cidadãos. A geração Z já decidiu seu futuro, fundando um partido e mudando os rumos de seu destino considerado trágico.

Assim como no Nepal, o Brasil passa por uma crise econômica agravada pela pandemia. Enquanto o custo de vida aumenta rapidamente para a população, os políticos recebem reajustes em seus altos salários, situando-se entre o 1% mais rico da população, e mantêm diversos privilégios não apenas preservados, mas ampliados. Esse problema é recorrente no país, especialmente após 1988. Porém, as gerações passadas mostraram-se incapazes de resolver tais questões, restando esse trabalho à geração Z.
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