Os gastos do governo Lula com os luxos do casal Presidencial ultrapassam todos os limites do bom senso e dos princípios administrativos. Para aqueles menos familiarizados com a temática, a Administração Pública deveria se orientar pelos 5 princípios norteadores descritos da Constituição da República: Legalidade, que determina que o administrador só pode fazer aquilo que está descrito em Lei; Impessoalidade, que orienta a Administração sob o prisma da igualdade dos administrados, de sorte que nenhum deve ser favorecido em relação ao outro, inclusive os gestores da coisa pública; Moralidade, que determina que a coisa pública deve ser gerida de acordo com uma bússola moral; Publicidade, que prega pela publicização dos atos administrativos, zelando pela transparência da gestão; e, por fim, a Eficiência, que se relaciona com o custo-benefício dos atos da administração e do Gestor.

É impressionante observar que não bastava a desistência de várias comissões em participar do evento devido ao valor exorbitante das diárias; o Governo Lula também deu o exemplo negativo que como um gestor público deve se portar diante de eventos internacionais, gastando como se fosse um Rei.
Ora, a principal diferença entre presidencialismo e monarquia se deve que no presidencialismo o Gestor é responsabilizados pelos seus atos. Ao passo que na monarquia, como o poder é passado de forma geracional, a escolha do representante se deve a Deus. E somente a Ele o Gestor responderá. É a síntese brasileira, onde nossos gestores não se responsabilizam pelos gastos do governo que se justificam apenas em luxos e símbolos da mais pura ostentação.
O casal presidencial ficou hospedado em uma embarcação de luxo, um iate, cuja diária para o casal chega, segundo especulações, a aproximadamente R$ 5.300,00. Na verdade, trata-se de uma bagatela se comparamos a outros gastos do atual presidente com hospedagens. Ora, por muitos menos. O alto custo das acomodações levou 25 países, incluindo Canadá, Suécia e Holanda, a assinar um documento pedindo a transferência da conferência para outra cidade. O que fora negado pelo governo brasileiro para o que sabemos ser agora praticamente uma lua de mel do casal Lula e Janja, sob pretexto de comitiva brasileira.
Obviamente que os custos oriundos da comitiva brasileira superaram inclusive aquilo que o atual presidente denominou ser um excelente salário para um brasileiro. Relato este que corresponde a não isenção de Imposto de Renda até cinco mil Reais. Fica claro que o pagamento de impostos no Brasil não serve à população, mas meramente para garantir a boa vida de uma elite aristocrática que se denomina socialista e a favor da população mais pobre. Esta é justamente a parcela do país que mais sofre com os impostos.
Por cargas tributárias bem menores do que as que o Brasil enfrenta hoje houve a revolta da população. O brasileiro está tão apático que nem mesmo a distorção de República o enfurece mais. Somos o gado do fazendeiro e servimos apenas para fornecer leite fresco, chamado de imposto.
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