Neste primeiro sábado de 2026 a população acordou com uma notícia que deveria ser motivo de êxtase e comemoração: o ditador assassino, fraudador de eleição e presidente ilegítimo da Venezuela fora capturado pelos Estados Unidos da América. Sob o comando de Donald Trump podemos ver um Maduro fragilizado e algemado, a despeito de seus crimes contra a humanidade.

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          Enquanto os libertários se ocupavam em comemorar a libertação da Venezuela em conjunto com o povo venezuelano, aqueles que se preocupam mais com a hierarquia das coisas justificavam que os EUA estariam errados sob a égide do Direito Internacional. Alegam, portanto, que a autodeterminação dos povos não poderia ser afrontada. Gritando palavras de ordem e editando notas “muito duras”, ameaçando levar a temática até a Organização das Nações Unidas, como se esta fosse uma espécie de instância superior que pune os países mais rebeldes.

          A ONU fora criada em 1945, logo após a Segunda Guerra mundial, sob a proposta de assegurar a paz e segurança internacionais. O objetivo era que, através de maios pacíficos os países pudessem solucionar seus conflitos. Entretanto, antes da ONU já existia a Liga Das Nações Unidas, algo extremamente semelhante e que não fora capaz de impedir a catástrofe da Segunda Guerra Mundial.

          Ora, os acontecimentos recentes deixam algo bem evidenciado: a ONU é mera instância decorativa. A verdade é que ela não possui nenhum viés que seja absurdamente coercitivo. Tratando-se apenas de meros embargos. A invasão da Rússia à Ucrânia, um movimento absurdamente injustificado, deixou escancarado que a ONU apenas pode assistir a tomada de um país pelo outro.

          Mas os defensores de ditaduras não conseguem ver um palmo à frente dos próprios narizes. Caro leitor, observe que apenas regimes autoritários se manifestaram em desfavor da captura de madura, como Cuba, Rússia, México, e infelizmente o Brasil. O que demonstra claramente que estamos passando por momentos de escuridão e autoritarismo no nosso país. A amizade entre Lula e Maduro sempre fora motivo de vergonha para qualquer brasileiro descente. E exatamente por este motivo o nosso “Ditador Júnior”, o excelentíssimo senhor Ministro Alexandre de Moraes havia proibido à época da eleição presidenciável de que fosse feita qualquer menção a íntima relação de companheirismo entre o ditador e o corrupto. Muito embora seja uma relação fosse impossível determinar quem seria qual adjetivo.

          Os amantes mais íntimos das ditaduras permaneceram calados quanto a autodeterminação dos povos e o Direito Internacional quando a Rússia fora a algoz. Sequer cogitaram chamar a inútil ONU. E verdade seja dita, se a Rússia realmente tivesse conseguido subjugar a Ucrânia, estariam neste exato momento correndo até o Putin e pedindo que ele se impusesse a mão de ferro sobre o Trump. Ora, a Venezuela tinha vários dispositivos russos de defesa e foram todos destruídos. Mostrando que a Rússia cheira a mofo e naftalina, tal qual o seu regime político.

          Os defensores das ditaduras gostam de pensar nas relações políticas e interpessoais como algo hierarquizado. Se eu não posso contra alguém, chamarei alguém maior. Tal qual uma criança chora para o pai quando apanha do coleguinha. Neste momento sobrou apenas a redação de notas de repúdio, pois a ONU nunca fora tão débil. Vamos torcer para que o passarinho Maduro cante bastante e entregue um certo molusco e seus amigos com ares ditatoriais. Parafraseando um libertário famoso, o qual tem meu apresso: “VLLC”.