Os psicopatas sempre intrigam à sociedade. Por mais que meros 3% das pessoas caracterizadas com psicopatia chegam a cometer crime, os outros 97% se preocupam em destruir a alma da sua vítima. Isso traz um certo fascínio pela parcela dita comum da população porque além de serem comportamentos que chamam a atenção pela brutalidade, preocupam quanto a nossa própria segurança.
Existem um livro da Dra Ana Beatriz denominado “Mentes Perigosas” que se ocupa em explorar e explicar a mente e o comportamento do psicopata a fim de que as outras pessoas possam se defender antes mesmo do ataque. O objetivo é que se você souber como identificar um psicopata, então poderá fugir antes que as marcas sejam gravadas em você.
Nesta obra, a psiquiatra se ocupa em explicar como podemos encontrar psicopatas em diferentes áreas da nossa vida: familiar, amorosa, profissional, religiosa e política. A obra traz vários casos atendidos pela médica como exemplos para que o leitor identifique padrões comportamentais e possa se proteger.
O psicopata busca poder e satisfação das suas vontades. E para tanto ele não mede esforços. Ele não vai se importar em subjugar, roubar, trapacear… o único arrependimento do psicopata é de ser pego pelos seus atos. Eles não sentem remorso ou culpa, se preocupam antes em como você pode ser útil e como vão te usar para atingir a sua conquista.
Por isso é comum, segundo a escritora, que estas figuras sejam tão concentradas na política. Buscando o poder pelo poder. E o domínio a qualquer custo. Como não possuem empatia alguma, dormem tranquilo sobre seus travesseiros enquanto a população sofre as mazelas do dinheiro desviado.
Por este motivo a autora rechaça a cultura do “rouba, mas faz”. Segundo ela a normalização deste pensamento faz com que cada vez mais os psicopatas assumam posições de poder. Uma vez que os fins justificam os meios, haverá a normalização daquela que aqui chamo de “cultura do psicopata”. Onde a figura pública nada comprometida com a população fica livre de julgamento popular sob o prisma de entregar esmolas aos eleitores.
Ora, pouco importa, nesse cenário, se a fila da saúde é quilométrica e muitos morrem a espera de atendimento; não faz diferença se fora desviado o dinheiro da merenda escolar; o que me interessa se o candidato X é corrupto? Pelo menos ele “ajuda os pobres”, entregando benefício assistencial que não passa de migalha disfarçada de voto de cabresto.
A índole torpe de um candidato não pode ser desculpa para o meu próprio benefício. E apenas pessoas intelectualmente maduras conseguem reconhecer seu engano ao apoiar alguém que as usou como massa de manobra. Por isso a guerra das narrativas é tão popular. Muitos se ocupam em discutir pautas sociais às econômicas para o Executivo. Buscando justificar o “rouba, mas faz”. É preciso maturidade e esperteza do eleitor para não ser enganado por mero discurso florido e nenhum resultado positivo de fato. O psicopata não é difícil de identificar, mas é preciso sagacidade para se proteger.
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