
Com déficit similar ao da pandemia, Real e Ibovespa afundam.
Sob o governo Lula, o Brasil chegou ao maior déficit fiscal desde 2021, ano em que o país, juntamente com o resto do mundo, foi assolado pela pandemia de COVID-19.
Parte do resultado se deve à chamada “PEC do calote”, aprovada pelo governo Jair Bolsonaro (PL), que estabeleceu na prática medidas que permitiram ao governo não pagar os precatórios. Há ainda as tensões no Oriente Médio e dados econômicos dos EUA, que indicam para uma economia ainda próxima do superaquecimento, resultando em taxas de juros mais altas por lá e em um dólar fortalecido em todo o mundo.
Não obstante, a severa desvalorização do real e do Ibovespa, principal indicador do desempenho brasileiro no mercado de ações, também se deve a fatores da administração do país, visto que, segundo o site Blocktrends, nenhuma moeda dentre as economias relevantes do mundo se desvalorizou tanto quanto o real no mês de abril até agora.
Nas três primeiras semanas do mês, a moeda brasileira se desvalorizou em mais de 3%. Já o Ibovespa perdeu aproximadamente 4 mil pontos, amargando uma queda de cerca de 3% no período.
Na segunda-feira, 15 de abril, o governo federal anunciou mudanças na meta fiscal elaborada pela equipe econômica, decidindo “empurrar com a barriga” o resultado necessário: se antes o governo deveria atingir um superávit primário de 0,5% em 2025, tal resultado ficou para o ano seguinte, derrubando as expectativas do mercado, que esperavam ainda um mínimo de responsabilidade fiscal de Lula da Silva.
Além disso, mesmo a meta de 2026 não deverá ser cumprida segundo o FMI, que divulgou uma projeção de contas no vermelho durante todo o governo Lula III. O resultado será mais de uma década de déficit primário, e uma dívida pública que deverá passar de 80% do PIB. Tudo isto ocorre apesar de recordes seguidos na arrecadação do governo federal, que chegou a 280 bilhões em janeiro e a 186,5 em fevereiro.
Fica a dúvida de por onde tem andado esse dinheiro, já que os serviços públicos continuam precários e os débitos do país continuam aumentando.
O resultado de um rombo fiscal desse tamanho é conhecido pela história e pela literatura macroeconômica: mais inflação, mais juros, mais impostos, menos crescimento, menos empregos, menos poder aquisitivo e menos qualidade de vida.
Enquanto isso, Lula da Silva e seus sicofantas optam pelo negacionismo científico e pela política do “gasto é vida”, que fracassou em diversos momentos do Brasil, como no governo de sua correligionária petista Dilma Rousseff. Diante de um cenário tão adverso, a única certeza é que o rombo será pago com dinheiro suado do contribuinte, que já pode sentir no presente ataque do Estado mal administrado em seu próprio bolso.
Fonte:
https://valor.globo.com/brasil/noticia/2024/04/05/bc-deficit-nominal-de-r-1-trilhao-em-12-meses-e-o-maior-desde-2021.ghtml3
https://www.estadao.com.br/economia/governo-muda-metas-fragilidade-arcabouco-revisao-gastos
https://www.estadao.com.br/economia/fmi-projecao-fiscal-brasil
https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2024/fevereiro/arrecadacao-cresce-e-supera-os-r-280-bilhoes-em-janeiro
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-03/com-r-18652-bilhoes-arrecadacao-federal-bate-recorde-para-fevereiro
Deixe um comentário