
Março marca o início da correria final dos partidos para fechar suas chapas para o pleito eleitoral deste ano. Em Juiz de Fora, principal cidade da Zona da Mata Mineira, ao menos sete nomes aparecem na disputa que tem como objetivo impedir a reeleição da prefeita petista Margarida Salomão, sendo estes Charles Evangelista (PL), com pré-candidatura oficializada, e outros seis nomes que ainda seguem comentados em tom de especulação, como o da deputada federal Ione Barbosa (Avante), o deputado estadual Noraldino Júnior (PSB), o ex-deputado estadual Isauro Calais (PSC), o ex-secretário de saúde do governo Zema, Carlos Eduardo Amaral (NOVO), o ex-deputado federal, Júlio Delgado (Sem Partido) e César Grázia (PMB).
Entre os nomes apresentados, poucos trazem uma real promessa de conseguir retirar a prefeitura das mãos de Margarida Salomão (PT), que vem repetindo a receita petista ao longo de seu mandato, cometendo crimes da administração pública e contando com silêncio do legislativo que se beneficia dos cargos oferecidos a amigos e familiares, aumentando o gasto público, cooptando a mídia local e estourando o orçamento municipal.
A aposta de muitos insatisfeitos com o modus operandi PT está no nome de Ione Barbosa (Avante) que quase chegou a ir para o segundo turno contra a petista nas eleições de 2020 e conseguiu se eleger deputada federal no pleito de 2022. Entretanto, a pergunta dos bastidores poderá ser respondida nessa disputa, se os votos que Ione teve em 2020 eram votos diretos à ela, ou votos contra as outras opções, na ocasião, eram Delegada Sheila (PSL) e Wilson Rezato (PSB). Na presente corrida, Ione contaria com o apoio da igreja evangélica e com a desconfiança do eleitor juizforano que está cansado dos grupos políticos que ela busca aproximação e chama de “tradicionais”, tais como PSDB e MDB.
Em outra frente, o ex-deputado federal Charles Evangelista (PL) aposta tudo que tem na polarização entre eleitores bolsonaristas e petistas, parecendo se esquecer que Jair Bolsonaro perdeu em Juiz de Fora para o petista em 2022, ficando apenas com 43,91% dos votos, enquanto o atual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu 56,09% dos votos válidos juiz-foranos. Além disso, Charles ignora ou pensa ser capaz de controlar a completa batalha de egos, com doses de delírios, das pretensas lideranças de direita da cidade que, até a presente data, nada construíram, mas já contribuíram para a destruição de muitos projetos, inclusive, os deles próprios.
Nesse contexto, Noraldino Júnior (PSB) parece sustentar mais solidez de entrega de trabalho e capacidade para agregar lideranças políticas distintas para essa disputa, mesmo que não venha como o mais popular ou favorito, como foi o caso quando se lançou pela primeira vez ao executivo municipal em 2016. Naquela ocasião, Noraldino, que vinha de duas vitórias seguidas, a reeleição como vereador e a vitória como deputado estadual, tendo ampla popularidade na cidade por seu trabalho com a causa animal, além de extrema repercussão de suas ações através de seu pioneirismo no uso das redes sociais, acabou terminando a disputa em quarto lugar. No presente momento, a sigla da qual é presidente estadual, talvez seja o maior inimigo de Noraldino Júnior nessa disputa, ele que, por muitos anos, esteve à frente do Partido Social Cristão (PSC), troca o “social” por “socialista” e o termo “cristão”, muito utilizado por algumas frentes antipetistas, pelo velho mero “brasileiro”.

Fato é que, nesse momento, a candidatura de Margarida Salomão se apresenta como a mais organizada com amplo apoio de distintas frentes partidárias, podendo contar com amplo aporte financeiro e que conta com um presidente com mandato para apoiar o projeto. Além disso, Margarida conta com o apoio pessoal de Lula para além das questões partidárias, já que o atual Presidente não está com cara de ignorar as eleições municipais como fez o que o Jair Bolsonaro em 2020, deixando as lideranças locais se virarem como puderam e, como não puderam se virar, perderam as disputas, perdendo a força, inclusive, para sustentá-lo na corrida de 2022.
O MBL, até o presente momento, não tem se posicionado sobre o cenário eleitoral em Juiz de Fora, nem mesmo com relação a um nome para a disputa ao legislativo, tendo sua base na cidade voltada para a coleta de assinaturas para a formação do Missão, o que garantirá uma sigla para futuros candidatos em todo o Brasil.
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