Esta semana o ex-presidente Jair Bolsonaro sanou a dúvida da nação e apresentou o rosto para a sua sucessão política. Ninguém menos que o seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro. A aposta em uma hierarquia puro-sangue nos elucida sobre como as relações políticas baseadas em favores são fragilizadas.

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          Ora, Jair tinha em seu poder diversos nomes, tais como um catálogo de aplicativo de delivery, e, com certeza muitos destes são mais dígnos do que o primogênito envolvido tanto em escândalos de rachadinha como em alta traição ao dito movimento e ideologias Bolsonaristas. Um exemplo de alguém muito melhor e que ainda manteria a linhagem seria a sua própria esposa, a Sra. Michele Bolsonaro.

          A verdade é que este movimento indica desespero e como Bolsonaro se encontra sozinho em suas angústias. O objetivo não poderia ser outro se não tentar emplacar um movimento em favor da anistia do próprio Bolsonaro. Muito embora tentarão interpelar em publicidade eleitoral que de que se trata da anistia dos eleitores do 8 de janeiro. A realidade é que o objetivo é a liberdade do próprio Jair, o povo “a gente vê depois”.

          E por qual motivo um nome tão manchado como Flávio? Caro leitor, Jair Bolsonaro possui tantos casamentos quanto qualquer celebridade midiática. A dita “família tradicional” do patriarca é mais remendada que calça de festa junina. E casamentos ou alianças políticas acabam. Mas o laço pai e filho é eterno. Mesmo que os envolvidos não se suportem e não tenham os mesmos objetivos, estão perpetuamente unidos pelo sangue.

          Aparentemente Bolsonaro está nu e sozinho, tal como o próprio Lula. O cenário é otimista para novas tentativas à presidência. Tempos turbulentos estão no horizonte para 2026.