Inicialmente, a resposta seria não. 2025 foi um ano em que o Brasil se manteve na mesma posição em rankings internacionais e, em alguns deles, chegou até a cair. Em rankings negativos, como os de segurança, o Brasil subiu e se tornou o sétimo país mais perigoso do mundo — uma “conquista” que as facções podem comemorar.

Acompanhe o MBL no YouTube Análises políticas, debates e bastidores exclusivos
Inscrever-se

Contudo, não se pode parar por aí. Afinal, estamos no Brasil. Em 2025, foram descobertos dois novos escândalos. O primeiro deles envolveu o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esse escândalo tinha como foco descontos indevidos em aposentadorias e até falsas aposentadorias rurais, nas quais também eram aplicados descontos. Tudo isso somado a juros abusivos em empréstimos feitos a idosos por alguns bancos e cooperativas de crédito. Apesar de o país já possuir uma das maiores cargas de juros do mundo, ainda havia espaço para mais abusos. Esse setor pode comemorar os lucros extraordinários que, com certeza, obteve.

Somemos a isso a política tributária do governo federal. Nesse ponto, o país se superou: um novo imposto ou aumento de imposto a cada 37 dias. Aqui, fomos campeões mundiais. O alto funcionalismo público — verdadeiro carrapato da população — também teve muito a comemorar.

Outro escândalo que chamou a atenção de alguns, mas não de todos, foi o escândalo do Banco Master, que envolve autoridades dos três Poderes, harmônicos e independentes entre si: Executivo, Legislativo e Judiciário, todos envolvidos até o pescoço no chamado “Epstein brasileiro”. Curiosamente, esse escândalo também envolvia aposentadorias, mas isso deve ser apenas intriga da oposição. Para quem gosta de roubar aposentados, 2025 foi mesmo um ano para comemorar.

O corruptor ativo do caso Banco Master foi inteligente ao pensar: “ninguém poderá investigar e julgar se todos estiverem envolvidos”. Uma mente sábia. Todavia, no Brasil, mentes sábias costumam servir apenas para o mal, infelizmente.

O governo Lula fez algo que a direita nunca pensou em fazer: governar apenas para seus eleitores. Nesse ponto, Lula está muito à frente de seus concorrentes. Os petistas tiveram o que comemorar, seja pelos novos auxílios que o governo federal resolveu conceder, seja pelas descondenações ocorridas junto de antigos aliados do setor petrolífero. Já a direita bolsonarista vive uma derrota atrás da outra. Até a Lei Magnitsky, que seria sua redenção, deixou de ser relevante. Bolsonaro preso, Flávio como candidato e mais um ano do “sistema” vencendo.

Contudo, aqui surge uma contradição aparente. Há, sim, algo a se comemorar. Em 2025, foi fundado o Partido Missão, que em dezembro completou um mês de existência, trazendo força jovem e vontade real de mudar a atual realidade do país. Os jovens estão exercendo humildade e, aos poucos, encontrando seu lugar no Brasil: retornam às igrejas, abraçam a tradição e utilizam apenas o que a modernidade tem de melhor — a tecnologia. Isso demonstra que um futuro glorioso ainda está por vir.

O Partido Missão possui um pré-candidato, Renan Santos, que não apenas sabe apontar os problemas do país, mas também sabe como resolvê-los. Para quem deseja apenas trabalhar e viver bem, um raio de esperança surge.